Companheiro e Jornalista Raul Fitipaldi estará em São Miguel do Oeste na próxima Semana

SÃO MIGUEL DO OESTE

Jornalista Raul Fitipaldi - Foto: Thiago Bittencourt de Medeiros.

Jornalista Raul Fitipaldi – Foto: Thiago Bittencourt de Medeiros.

O Companheiro Raul Fitipaldi, Jornalista e co-fundador do Portal Desacato e da Cooperativa de Produção em Comunicação e Cultura – CpCCO, estará em São Miguel do Oeste nesta próxima semana, dividindo algumas palavras com o povo, durante a realização do oitavo Seminário da Terra que vai acontecer na quarta-feira, dia 27, em linha Novo Encantado, município de Bandeirante- SC, e na quinta-feira, dia 28, na comunidade da Grápia, no município de Paraíso-SC.

Nos dois dias a programação inicia às 9h da manhã, sendo que durante o período da tarde, Raul fará uma roda de conversa nestes dois municípios, falando sobre Comunicação, como a mídia historicamente atua na desconstrução da identidade do campo e sobre a nossa tarefa, de construir os nossos próprios meios de comunicação para informar e libertar as gentes.

Na quinta-feira, dia 28, Raul também estará reunido, no período da noite, com o Coletivo da Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP), Pastoral da Juventude Rural (PJR), representantes de movimentos populares, do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Paróquia São Miguel Arcanjo, na sede da Rádio Cultura Comunitária junto com seus representantes, em São Miguel do Oeste, para a gravação do Informativo Paralelo aqui no Oeste do Estado Catarinense.

Enquanto aguardamos a chegada de nosso companheiro Raul, que vem de Florianópolis para dividir algumas experiências e especialmente, a vida, os sonhos pela Pátria Grande Livre, vamos ouvi-lo, neste áudio, e desde já, podemos nos preparar para este bonito encontro, que marca esta forte aliança junto ao Portal Desacato e a Cooperativa de Produção em Comunicação e Cultura, com sede em Florianópolis.

 

Texto: Claudia Weinman

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Militantes do Curso Realidade Brasileira rememoram comandante Hugo Chávez

pjmp1Os militantes do Curso Realidade Brasileira (CRB) dos estados de Santa Catarina e do Paraná, que estavam reunidos desde sexta-feira, dia 04 de março, na Universidade Federal Fronteira Sul (UFFS) de Chapecó (SC), rememoraram no sábado, dia 05, os enfrentamentos, luta e vida do eterno comandante Hugo Chávez, nestes três anos de sua passagem para a eternidade. Chávez deixou um projeto e uma história a ser transformada.

pjmp2As 17h30 de sábado, a leitura da canção: “Milonga para os olhos do Chê”, de Mauricio Raupp Martins, inspira força para que a militância assuma sua postura em defesa do Brasil, da América Latina, do mundo, mobilizando os povos, unificando as lutas pela  vida, diversidade, pelo planeta, especialmente neste momento que apresenta um cenário de perda de direitos, exploração desenfreada sobre a classe trabalhadora, golpismo midiático intenso, de violência contra tantos homens e mulheres que denunciam o projeto assassino e opressor que é o Capitalismo.

Nos versos: “Há sempre alguém morrendo, mas uns se vão para sempre e outros seguem vivendo”, Chávez segue vivendo em cada um e cada uma, na sua milenar persistência pela liberdade.

Texto: Claudia Weinman (PJMP-PJR-SC).

Fotos: Paulo Fortes (PJMP-PJR-SC).

 

 

Coletivo estuda o Feminismo Classista e propõe no debate a ruptura do Capitalismo

1“A mulher sempre foi vista como sujeito secundário e inferior. A sociedade machista fez questão de evidenciar que lugar de mulher devia e deve ser na casa, na propriedade e na comunidade, a ela foi negado muitos saberes”.

Com as palavras da Militante da Pastoral da Juventude Rural (PJR), Jociani Pinheiro Hammes, teve início mais uma etapa do curso de Formação Feminista, no município de São Miguel do Oeste-SC, nos dias 20 e 21 de fevereiro. O encontro que já aconteceu outras vezes, traz a retomada de uma discussão imprescindível para a organização de meninas e meninos, militantes da Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP) e Pastoral da Juventude Rural (PJR).

2grupoJociani explica que o objetivo é fazer um estudo sobre o movimento feminista classista, o qual segundo ela, propõe um processo de reeducação do mundo para novos valores. “É tarefa também dos homens compartilharem destes conhecimentos para coletivamente construirmos outras relações de gênero e com a natureza”.

Nas palavras da militante, destaca-se que discutir as novas relações de gênero e feminismo classista, traz para o centro o debate da liberdade e autonomia não só das mulheres mas a libertação de toda a humanidade, das relações de opressão, submissão e exploração. “O feminismo classista se coloca no centro de nossos debates, pois questiona a estrutura social e econômica, propondo a ruptura do capitalismo, para a construção de uma sociedade onde a classe trabalhadora tenha o comando e o controle dos meios de produção”.

femPara Jociani, estudar, debater e construir o feminismo classista entre as militantes da PJR e PJMP é uma tarefa revolucionária. “Essas meninas subversivas, indignadas e indóceis sonham com um outro mundo, livre de preconceitos e opressão, e lutam pela superação das classes, para a total libertação de todos os humanos, este sonho que também foi do jovem Camponês e Operário de Nazaré”.

Em nome de um projeto coletivo maior, Jociani explica que este coletivo de meninas e meninos seguirá estudando. “Somos mulheres da classe trabalhadora, somos proletárias, e seguiremos construindo coletivamente o feminismo classista, com clareza política enfrentando todas as adversidades, nos misturando aqui e ali com outras tantas companheiras, porque como diz Rosa Luxemburgo ‘para a mulher burguesa proprietária, sua casa é o mundo. Para proletária, todo o mundo é a sua casa, o mundo com o seu sofrimento e sua alegria, com sua atrocidade fria e seu tamanho’”.

 

Feminismo e a luta de classes

A militante da Pastoral da Juventude do Meio Popular, (PJMP), Maura Letícia Tesser, detalha ainda que durante o encontro de formação feminista, foi trabalhado o tema: “Feminismo e a luta de classes”, começando com um momento de partilha, e posteriormente, foi assistido o filme, “No Tempo das Borboletas”. “O filme fala sobre o período de ditadura militar (1930-1961) na República Dominicana, onde por 31 anos o povo esteve refém das atrocidades cometidas pelo general Rafael Leónidas Trujillo, sendo responsável pelo assassinato de mais de 30 mil pessoas incluindo as irmãs Mirabal”.

Maura detalha que nesse contexto do filme, a luta tem início, quando Minerva é assediada pelo ditador e revida com uma tapa na cara. “A partir daí ela busca estudar e compreender como funcionava a sociedade, posteriormente, suas irmãs María Teresa e Patria também ingressam na luta. Por ordem de Trujillo, as irmãs Minerva, Patria e María Tereza Mirabal foram covardemente assassinadas em 25 de novembro de 1960. Em homenagem à luta das irmãs Mirabal foi o Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher na data de 25 de novembro de cada ano. E em um terceiro momento, partilhamos momentos de nossas vidas”.

Para Maura, o coletivo da PJMP e PJR compreende que momentos de estudos são importantes para o crescimento e a formação de consciência da juventude. “Nós compreendemos quanto classe trabalhadora e explorada, e buscamos entender que as lutas feministas travadas nos séculos, nas décadas anteriores, e mesmo atualmente, contribuem para que tenhamos muitos dos direitos já conquistados”.

 

Após formação, coletivo sofre assédio em rede social

Em sua rede social, Maura Letícia Tesser, companheira da PJMP e militante feminista, publicou uma foto sobre a Formação Feminista. Logo em seguida, vários comentários preconceituosos com teor de ataque foram escritos por jovens que se mostram não conhecer o Feminismo e as contribuições históricas dessa luta.

Uma longa discussão acabou sendo fomentada em decorrência de que várias companheiras e companheiros da PJMP e PJR responderam a tais ataques. Camila Beatriz, que faz parte do coletivo Feminista, destacou um dos comentários preconceituosos e argumentou. “Na hora de pagar a conta, elas adoram meu machismo opressor”. “É por esses e muitos outros comentários que o mundo necessita do feminismo. O feminismo luta justamente para desconstruir esse tipo de pensamento, para que as mulheres tenham o direito de trabalhar, tenham o direito de receber e o direito de pagar as suas próprias contas como qualquer outro ser humano”, destacou.

Para Camila, não é esse machismo opressor que vai indicar o que uma mulher deve ou não fazer. “Muito pelo contrário, ele indica o que não devemos fazer, o que não devemos aceitar e pelo que devemos lutar. Esse machismo opressor, assim como os milhares de comentários ridículos e desprezíveis que recebemos todos os dias, não nos intimida mais, não nos limita mais, porque somos mulheres lutadoras, que estudam, trabalham, vivem. Iremos acabar com toda forma de machismo, opressão e violência, porque somos mulheres e temos o direito de fazê-lo”, indignou-se.

A militante da PJMP, Maire Hoffmann, também argumentou salientando que o Feminismo é um movimento social de “quebra” da hierarquização dos sexos, do sexismo e do machismo, reivindicando igualdade de direitos entre homens e mulheres. Feminismo segundo Maire, não significa Femismo que seria o contrário de Machismo. “Ao contrário do que prega o machismo, como um movimento de repressão e repúdio aos direitos igualitários entre homens e mulheres, o feminismo funciona não como uma tentativa de sobrepor o “poder feminino” sobre o masculino, mas sim de lutar pela igualdade entre mulheres e homens em todos os setores da sociedade”.

 

Coletivo diz que não aceitará comentários machistas e ameaças

Segundo Maire, estudar o Feminismo se faz importante e necessário. “É por esses e tantos outros motivos que nós enquanto mulheres que estudam sobre o Feminismo e buscamos uma sociedade feminista e sem opressões de gênero, não aceitamos qualquer tipo de repressão, amedrontamento e ameaças quanto à classe trabalhadora. Estamos cansadas de sermos humilhadas e submetidas a homens e mulheres machistas que menosprezam e ignoram aquilo somos e estudados, acima de tudo deve haver respeito. Não queremos impor nada, queremos expor nossos saberes, nossas utopias”.

A militante da Pastoral da Juventude Rural, Daniele Casagrande, acrescentou ainda que diante desse cenário, é necessário que o coletivo inteiro passe a estudar e compreender o feminismo, organizando toda a classe de pessoas pobres e exploradas frente ao capitalismo. Segundo ela, é preciso trabalhar a desconstrução das classes. “Nossa tarefa é de nos unirmos com as demais organizações e lutarmos contra todas as formas de opressão, inclusive essas em redes sociais”, finalizou.

Por fim, o coletivo repudia todo tipo de comentário machista, preconceituoso, que tem sua reprodução baseada em resquícios da Ditadura Militar. A PJMP e PJR coloca-se em posição de enfrentamento a tais amedrontamentos, prometendo inclusive, proteção judicial caso esse tipo de acontecimento persista, seja em redes sociais ou em outros espaços onde a PJMP e PJR sempre estiveram dispostos a dialogar.

Texto: Claudia Weinman (PJMP-PJR-SC)

Publicado também em: http://desacato.info/grupo-da-pjmp-e-pjr-de-descansosc-se-…/

Fotos: Claudia Weinman, Jô Pinheiro e Claudia Baumgardt (PJMP-PJR-SC).

Grupo da PJMP e PJR de Descanso/SC se reúne para falar sobre Comunicação Popular

4des“Às vezes a gente comunica mesmo sabendo que está errado”. Essa foi uma das primeiras afirmações apresentadas durante o encontro de base da Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP) e Pastoral da Juventude Rural (PJR), do município de Descanso/SC, no final da tarde de quinta-feira, dia 11. Falar sobre Comunicação Popular foi a sugestão do próprio grupo, que tem percebido a importância das palavras na vida do coletivo e a necessidade de rever algumas condutas quanto a comunicação em suas comunidades e nas redes de internet.

2desEm um cartaz, os jovens escreveram sobre o que querem comunicar. Também refletiram sobre como têm se comunicado nas redes sociais, conteúdos que costumam ler e quais sites de notícias acompanham. Uma das pessoas do coletivo perguntou sobre quem havia lido alguma notícia relacionada ao menino Vitor, Kaingang, de dois anos, que fora degolado em Imbituba/SC. Dos 15 jovens presentes no encontro, três responderam que não acompanharam e não ouviram comentários sobre a notícia. Os demais leram-na em redes sociais ou então, ouviram ‘alguma coisa’ pela rádio de sua cidade.

Mediante esta constatação, o grupo entende que fatos como este precisam receber maior atenção e que a juventude tem papel fundamental na divulgação em resistência a crimes como esse, ocorrido contra uma criança indígena.

 

Quem tem o poder da comunicação?

“Nós temos. Podemos falar, nos expressar. Mas muitas vezes falamos sobre comunicação sem saber exatamente o que ela é, o que a gente faz com ela”. As dificuldades existem neste processo de fazer com que a comunicação seja colocada em pauta nos grupos de base de movimentos e pastorais sociais. A fala acima, dita pela jovem Claudia Ciconet, de 17 anos, mostra como uma parcela da juventude tem se sentido quando questionadas sobre o ato de comunicar, a quem comunicar e o que, necessariamente é importante comunicar.

6desClaudia salienta que a PJR de Descanso/SC quer poder falar para a sociedade o que pensa a organização da Pastoral da Juventude Rural, suas pautas, reivindicações. “Queremos comunicar quem somos, o que a gente faz. O respeito, a vida das gentes, a música, poesia, as dores, os esquecidos, luz, nossas lutas, verdade e justiça, nossa união, os esquecidos. Como foi colocado no cartaz”, disse ela.

A jovem também citou a marcha do Grito dos Excluídos\as realizada no ano passado, durante o sete de setembro em São Miguel do Oeste/SC. Para ela, ainda falta muita comunicação entre sociedade, movimentos populares e pastorais sociais. “As pessoas olhavam para a gente como se fôssemos desmontar a cidade. Achavam que a gente era baderneiro e mandaram inclusive a gente tirar a tinta que cobria o nosso rosto. A gente é diferente do que a mídia fala”.

5desO Jovem da PJMP, Vinícius Czarnobay, de 18 anos, complementou ainda dizendo que é preciso que as juventudes trabalhem com a contrainformação. “No grupo de base que é onde temos mais aproximação com nossos amigos e companheiros\as da PJMP e PJR, precisamos falar sobre essa forma de comunicação diferente. É este o espaço onde todo mundo pode colaborar”, defendeu ele.

Para Vinícius, é preciso começar de alguma maneira a encontrar formas de contrapor o que a mídia tradicional fala a respeito das juventudes e organizações populares. “Temos que mostrar o nosso lado e também despertar o senso crítico”.

Acompanhe:

Jovem da Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP), Keila Jaine Wronski, 18 anos, do município de Descanso/SC, falando sobre a importância da comunicação na vida coletiva do grupo de base da PJMP e da Pastoral da Juventude Rural (PJR).

https://www.youtube.com/watch?v=qvCoXctIvi8

Texto e Fotos: Claudia Weinman (PJMP-PJR-SC)

Comunidade está mobilizada para ampliação de biblioteca comunitária

12557130_926545567429359_1734162260_oA biblioteca é uma idealização da estudante Sabrina Crescêncio Cardoso, 12 anos, e de seu avô, Adriano Crescêncio, 71 anos. Ela funciona no espaço utilizado para realização de cultos e missas, encontros da pastoral da criança e também festas da comunidade e aniversários, no entanto, a comunidade sente a necessidade de construir um lugar exclusivo para a biblioteca, devido a quantidade de livros que foram doados

O espaço hoje utilizado para a efetivação de uma biblioteca comunitária na comunidade Vila Nova II, em São Miguel do Oeste/SC, já está pequeno demais mediante as doações de livros que chegam a cada dia. Algumas estantes foram colocadas em uma pequena sala, utilizada também para realização de cultos e missas, encontros da pastoral da criança e também festas da comunidade e aniversários. “Seria necessário um lugar maior. Não temos dinheiro para fazer, mas quero ampliar o espaço só para a biblioteca daí”, preocupa-se o padrasto da menina Sabrina, que deu início ao projeto, Vanderlei dos Santos, 38 anos.

12544693_926543597429556_2020114930_oO Avô de Sabrina, Adriano Crescêncio, 71 anos, conta que a pequena sala foi construída inicialmente para ser uma igreja, mas que a comunidade precisou adaptar o espaço para suas várias necessidades. “A gente não tinha nenhum lugar pra fazer um velório quando morria alguém, daí fizemos essa igreja, o padre Reneu é quem vem rezar a missa uma vez por mês e hoje, virou biblioteca também”, conta ele.

Sabrina Crescêncio Cardoso, de 12 anos, mantém a biblioteca, idealizada pelo avô da menina, o seu Crescêncio. “Às vezes eu aprendo mais nos livros. A mesma coisa que aprendo aqui aprendo na escola”, diz ela.

 

Comunidade precisa de doações para ampliar o projeto

A pedido da comunidade, divulgamos nesta semana, uma nova campanha para doação de materiais para ampliação da biblioteca. Maria Carmen Viero, que é uma das pessoas que acompanha esse trabalho, relata que a comunidade necessita construir um espaço exclusivo para a biblioteca. Por ser uma comunidade periférica, Carmen salienta que uma parcela da sociedade acredita que “lá nada acontece”. “Bem pelo contrário, muita coisa acontece e está sendo feito, mas muitas vezes falta oportunidade e esbarram na questão ‘dinheiro’ para aquisição do que é necessário para concretizar as iniciativas/ projetos. Estamos lançando, a pedido da comunidade, uma campanha, pois receberam muitos livros para a biblioteca, mas o espaço da igreja hoje é pequeno”, argumentou.

Carmen explica que o problema pode ser resolvido com a ampliação do espaço. “Para que se concretize o projeto que é o sonho de todos\as, estamos fazendo uma campanha de doações para a construção. Já conseguimos areia, mas está faltando três sacos de cimento, 1000 tijolos e algumas folhas de brasilite, pode ser usada. A mão de obra é com a comunidade. Se alguém tem outra forma de doação, entre em contato com a gente”, destacou.

O telefone para contato e doações é o (49) 36213946, com a Secretaria Paroquial de São Miguel do Oeste.

Texto e Fotos: Claudia Weinman PJMP\PJR-SC

Comunicação popular é discutida durante encontro da juventude

15Jovens discutem sobre a importância da comunicação e o que e de que maneira o coletivo precisa comunicar para a construção e fortalecimento de suas lutas

1“Uma rede de comunicação comunitária popular. Um sonho só, que já não se sonha só. Caminha-se e…. Quem sabe? Basta que as gentes de toda a América do Sul se ponham a andar”! A citação é do texto da Jornalista Elaine Tavares, intitulado: “A batalha da comunicação”, o qual foi trazido e debatido durante a tarde de sábado, 30, no encontro de formação, avaliação e planejamento da Pastoral da Juventude do Meio Popular e Pastoral da Juventude Rural, que ocorreu no Salão Paroquial em São Miguel do Oeste/SC.

No primeiro momento, como coletivo que procura produzir a sua própria comunicação para dar vez àqueles que frequentemente são esquecidos pela grande mídia, o
21encontro evidenciou aquilo que o coletivo vem comunicando nos últimos anos, buscando entender de que maneira e em qual proporção a imprensa tradicional tem alienado e interferindo na vida das juventudes que compõem as organizações. É o que afirma a Jornalista Popular, Claudia Weinman.“Realizamos um trabalho em grupo discutindo um texto escrito pela Jornalista Elaine Tavares, o qual mostra a organização da comunicação na Venezuela, que nos serve de inspiração, e em seguida, colocamos alguns questionamentos procurando entender o que a juventude tem lido, ou então, porque é tão difícil fazer com que os jovens leiam e escrevam sobre suas pautas, suas lutas dentro das organizações. O que nos serve de estratégia para avançarmos nesse processo, tomando como base as realidades dessas pessoas”.

18A discussão trouxe à tona a importância da construção da comunicação pelas/os jovens das pastorais, de forma que esta seja parte fundamental no fortalecimento das lutas. “Acreditamos que trabalhar a comunicação em nossas organizações, seja na base, com as coordenações, ou a nível nacional da PJMP e PJR, é discutir a forma de nos organizarmos, uma vez que a comunicação é um todo que se completa. É a fala, é a escrita, são as imagens, e tem poder de mobilizar, de articular, de fazer acontecer os trabalhos em nossas bases”, ressalta Claudia.

9A Jornalista ainda destaca a importância de o coletivo saber o que comunicar para que todos e todas possam participar do processo de construção do Socialismo: “É preciso comunicar a luta do povo e assim, vice-versa. A comunicação popular é também uma forma de educar, de transmitir e disseminar saberes, por isso torna-se tão importante e necessária”.

25Ainda durante o dia 30, os jovens compartilharam suas histórias de vida com seus companheiros\as militantes. O encontro seguiu no dia 31 com avaliação e planejamento das ações para o ano de 2016 e distribuição da última edição do Jornal Comunitário, que será entregue pelos jovens nas comunidades do interior e da cidade de seus municípios, no Extremo-oeste Catarinense.

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Texto: Julia Saggioratto

Fotos: Claudia Weinman e Julia Saggioratto

Coluna Sociedade e Politica nº 025 edição de 29-01-2016

Recesso Sabático…

No ultimo mês os leitores e leitoras da Agência Comunidade, Jornal Vitória, Blog da PJR – PJMP e do Blog Esportes em Debates, não tiveram contato com essa coluna, pois este colunista fez um recesso sabático, o qual foi motivado por este ano ser eleitoral, o que exigirá muito de todos/as nós.

 

Campanha da Fraternidade I

A Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016 é organizada e promovida pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC). Este órgão é composto pelas seguintes igrejas: A Igreja Católica Apostólica Romana; A Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil; A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil; A Igreja Presbiteriana Unida do Brasil; e A Igreja Sirian Ortodoxo de Antioquia. Além dessas Igrejas três organizações participaram na Comissão da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016: O Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (CESEEP), a Visão Mundial e a Aliança de Batistas do Brasil.

 

Campanha da Fraternidade II

O tema da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016 é: “Casa comum, nossa responsabilidade” e o lema: “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Am 5, 24).

 

Campanha da Fraternidade III

São oito objetivos específicos da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016, os quais demonstram a preocupação com o saneamento básico no Brasil:

  1. a) Unir Igrejas, diferentes expressões religiosas e pessoas de boa vontade na promoção da justiça e do direito ao saneamento básico;
  2. b) Estimular o conhecimento da realidade local em relação aos serviços de saneamento básico;
  3. c) Incentivar o consumo responsável dos dons da natureza, principalmente da água;
  4. d) Apoiar e incentivar os municípios para que elaborem e executem o seu Plano de Saneamento Básico;
  5. e) Acompanhar a elaboração e a execução dos Planos Municipais de Saneamento Básico;
  6. f) Desenvolver a consciência de que políticas públicas na área de saneamento básico apenas tornar-se-ão realidade pelo trabalho e esforço conjunto;
  7. g) Denunciar a privatização dos serviços de saneamento básico, pois eles devem ser política pública como obrigação do Estado;
  8. h) Desenvolver a compreensão da relação entre ecumenismo, fidelidade à proposta cristã e envolvimento com as necessidades humanas básicas.

 

Campanha da Fraternidade IV

O vídeo da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016 pode ser acessando pelo link: www.youtube.com/watch?v=whXbJC3ogqs

 

Sugestões e críticas

As críticas e sugestões de temas a serem comentados na Coluna Sociedade e Politica devem ser enviadas para o e-mail:jilsoncarlos@yahoo.com.br

Por Jilson Souza

 

PJMP do Brasil unifica sua luta em Assembleia Nacional

Jovens de cerca de 10 estados brasileiros unem suas realidades e refletem sobre o futuro das pastorais. De Santa Catarina, representantes do coletivo da Pastoral da Juventude do Meio Popular e Pastoral da Juventude Rural, falam sobre a experiência em Maceió, Alagoas.

1asReunindo as realidades e as caminhadas para fortalecer as lutas da Pastoral da Juventude do Meio Popular em todo o Brasil, a XVI Assembleia Nacional da PJMP teve sua abertura na quinta-feira, 21, em Maceió, Alagoas, e iniciou suas atividades com memória aos mártires que deram sua vida na luta pela terra e pela dignidade. A Assembleia tem como tema “Vida e Missão no Meio Popular” e seu lema é “O Cuidado com a Casa Comum”, com cerca de 10 estados representados por aproximadamente 60 militantes.

As atividades seguiram hoje, 22, com a apresentação das realidades da pastoral em casa estado. A Comunicadora Popular e Militante da PJMP de Santa Catarina, Claudia Weinman, conta que o grupo retratou o cenário quem têm vivenciado em 10 anos de Pastoral da Juventude Rural e 13 anos de Pastoral da Juventude do Meio Popular no Extremo-oeste Catarinense. “No que se refere à comunicação, refletimos junto ao coletivo a necessidade de ampliarmos a nossa rede, fazendo com que denúncias, atividades, notícias da PJMP do Brasil cheguem até os meios populares, para que possamos ter cada vez mais força nesse universo que os Capitalistas acreditam que pertencem apenas a eles. Ao contrário destes que usam a comunicação para desinformar as gentes, queremos construir coletivamente meios para informar o povo e articular nossas bases”, ressalta.

2asA militante afirma que a PJMP de Santa Catarina em comunhão com a PJR Catarinense e Apafec (Associação Paulo Freire de Educação e Cultura Popular) de Fraiburgo, SC, se colocam à disposição para a construção destes canais, estas formas e jeitos de comunicar junto às organizações da PJMP do Brasil.

O Educador Popular e também Militante da PJMP de Santa Catarina, Pedro Alves Pinheiro, relata que o coletivo falou sobre as movimentações da PJMP e PJR catarinense e de suas alianças ao longo de sua história com a Apafec de Fraiburgo, o Portal Desacato, Cooperativa de Produção em Comunicação e Cultura (CpCC) de Florianópolis, movimentos populares e demais organizações, além de situações vivenciadas pelo coletivo:  “Trouxemos presente toda violência que temos sofrido ao denunciarmos os poderes de São Miguel do Oeste e região. Expomos nosso sofrimento, nossas angústias e temores, sugerindo a unidade para enfrentar a atemorização”. O educador ainda mencionou que foi feita, durante a manhã, a leitura da carta de denúncia elaborada pelas pastorais, a qual pode ser acessada em http://desacato.info/coletivo-pjmppjr-sc-denunciam/. Ainda durante a manhã os militantes de Santa Catarina apresentaram e distribuíram o Jornal Comunitário que é produzido pelas pastorais.

A Assembleia segue até domingo, 24, dando continuidade aos encaminhamentos e projeções da PJMP do Brasil para o próximo período e unificando as lutas.

 

Texto: Julia Saggioratto, PJMP\PJR- SC.

Fotos: Sandoval Barbosa- PJMP da Bahia.

Assembleia Nacional da PJMP inicia com celebração e memória aos mártires da história

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Por Claudia Weinman

A memória dos mártires que fizeram de suas vidas uma constante luta pela terra, pelo direito a dignidade, foram rememorados durante a abertura da XVI Assembleia Nacional da Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP), que aconteceu na noite de quinta-feira, dia 21 de janeiro em Maceió- Alagoas. Com o Tema: “Vida e Missão no Meio Popular” e Lema: “O Cuidado com a Casa Comum”, a atividade conta com a participação de aproximadamente 60 pessoas representando em média 10 estados do Brasil e deve seguir até o dia 24, com intenção de eleger a nova Coordenação Nacional desta pastoral, articular propostas e projetos para o próximo período.

2pjmpConforme um dos representantes da Coordenação Nacional da Pastoral da Juventude do Meio Popular, Jone Braga, do Amazonas, a PJMP do Brasil busca por meio de suas assembleias e encontros, unificar as lutas, em defesa da vida, contra a criminalização das juventudes, violência contra a mulher entre outras pautas que historicamente tem movimentado as bandeiras deste coletivo.

“Pai Nosso Revolucionário, parceiro dos pobres, Deus dos oprimidos”

Com a canção “Pai Nosso dos Mártires”, o coletivo PJMP do Brasil realizou 3pjmpsimbolicamente uma corrente de resistência aos ataques e conflitos que tem acontecido em todo o país e fora dele também, e que afetam diretamente as juventudes, a classe trabalhadora explorada. Dom Nelson, do Rio de Janeiro, também
falou sobre as perseguições aos que lutam pela vida dos povos. “Temos um contexto histórico de perseguições brandas e silenciosas. É necessário resistir e persistir na construção do reino”, disse ele.

4pjmpApós a celebração que contou ainda com a participação dos Padres Helio, Antonio Gomes e Padre Tadeu, representantes da PJMP do Brasil seguiram a noite tendo em vista as orientações gerais e aprovação do regimento da XVI Assembleia Nacional da PJMP. Nos dias 22, 23 e 24 de janeiro, a assembleia acontece com a apresentação das realidades da PJMP dos estados, análise de conjuntura social e política, discussões acerca do fortalecimento da comunicação interna e externa entre outros pontos. Ao final da assembleia também será feita uma avaliação da atividade e encaminhamentos.

Fotos:  Sandoval Barbosa (Bahia) e Carlos Medrado (Ceará). 

 

Coluna Toque de Letra na Revista Le Sete Sports edição de dezembro

Abaixo você pode acompanhar a edição de dezembro de 2015, da Coluna Toque de Letra nas páginas da Revista Le Sete Sports. A Coluna Toque de Letra é destaque na página 18.

http://esportesemdebates.blogspot.com.br/2016/01/coluna-toque-de-letra-na-revista-le.html

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